Categorias

Silenciosa, a depressão pós-parto ainda é um tabu

Silenciosa, a depressão pós-parto ainda é um tabu

Segundo pesquisas realizadas pela fundação Fiocruz, a cada quatro mulheres, mais de uma apresenta sintomas de depressão pós-parto do período de 6 a 18 meses, após o nascimento do bebê.

Outro estudo importante sobre a depressão pós-parto, feito por especialistas da área, mostrou que a doença está diretamente relacionada aos casos de parto cesariana, além de outros procedimentos dolorosos. O assunto voltou a ser discutido principalmente após a cantora Adele ter declarado que sofreu com o problema. Apesar de não gostar de falar da vida pessoal, a famosa explicou que se sentia incapaz em relação ao próprio filho e pensava que tê-lo foi a pior decisão da sua vida.

adeledepressaoposparto

 

Depressão pós-parto é tabu

Ter falado sobre a doença ajudou e ainda ajuda as mulheres e a sociedade como um todo. Só no Brasil são 2 milhões de casos por ano que afetam mulheres entre 19 a 40 anos. A incidência é grande, mas a depressão pós-parto ainda é tratada como tabu em diversos lugares do país. Isso porque as pessoas em geral tratam a maternidade de modo muito romântico, como se tudo fosse fácil e as mulheres já nascessem com o dom e a capacidade de serem excelentes mães o tempo inteiro.

Fora isso, a saúde ainda não é muito direcionada ao estado psicológico da mulher durante o pré-natal. Todas essas situações fazem com que a melancolia e as dúvidas em relação à maternidade (que podem ser comuns durante alguns dias) se estenda e se transforme em depressão pós-parto.

Depressaopospartotabu

A mulher acaba tendo medo e vergonha de expressar a tristeza e as dificuldades ou ainda não consegue notar que pode estar com depressão pós-parto. O diagnóstico tardio atrapalha o tratamento e logicamente a qualidade de vida da mãe e da família como um todo.

Sintomas da depressão pós-parto

É importante, por essas razões, estar sempre muito atento aos sintomas. Também é imprescindível saber diferenciar tristeza de depressão. A mulher pode e tem o direito de se sentir irritada e chateada após o parto, uma vez que a gravidez altera bastante os hormônios e traz mudanças extremamente significativas para a vida inteira. Mas quando essa tristeza ultrapassa dez dias, é hora de procurar ajuda médica e psicológica. Entre os sinais de depressão pós-parto estão:

-Desespero constante;

-Perda do interesse em atividades que antes eram prazerosas;

-Alterações no apetite (ou vontade de comer demais ou de menos);

-Perda ou ganho de peso excessivos e sem motivos aparentes;

-Falta ou excesso de sono;

-Cansaço e fadiga excessivos;

-Dificuldade de concentração;

-Ansiedade e irritabilidade;

-Excesso de preocupações;

Estes são os principais sintomas e muitos deles podem ser atribuídos ao período novo da chegada do bebê, afinal perder ou ganhar peso, ter cansaço, fadiga e problemas no sono são comuns nos primeiros meses, por isso, a doença é silenciosa. Muitas mães sofrem caladas por não saberem que estão doentes.

Tratamento

A depressão pós-parto precisa ser tratada o quanto antes, evitando que outros problemas ainda mais graves acometam a mãe e o bebê. Algumas mulheres podem chegar a ter pensamentos de morte e de suicídio, além de pensar em formas que possam machucar e prejudicar o próprio filho. Por isso, é essencial ter acompanhamento psicológico e se preciso, psiquiátrico.

Leia também:

 

 

 

 

Posts Relacionados



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dez − dois =