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Contar histórias para seu filho ajuda no desenvolvimento

Contar histórias para seu filho ajuda no desenvolvimento

Mamãe, você gosta de contar histórias para seus filhos? Então saibam que estão auxiliando a criança a ter mais facilidade na leitura e na escrita, mais pra frente, quando ele estiver maior. Sim! Contar histórias para seu filho ajuda no desenvolvimento de diversas habilidades e competências que vão se aprimorando com o tempo.
Ao contar histórias, você apresenta novas palavras para ele e o ensina a se expressar, estimulando a fala. “Eles percebem que palavras representam coisas, o que ajuda na alfabetização”, afirma a psicopedagoga Flávia Queiroz Hoexter, coordenadora da escola Red Baloon Bilíngue, em São Paulo.

Acaba de espiar o berço e conclui que se sentiria meio boba lendo para um bebê tão pequeno? “Ele não precisa entender o enredo. O fato de escutar a voz materna traz segurança e estreita o vínculo afetivo. Aos poucos, a experiência de ver a mãe ler a história em sequência ensina também que as coisas têm começo, meio e fim”, explica a psicóloga Talita Pryngler, coordenadora do Espaço Bebê, do clube A Hebraica, em São Paulo.

A partir do segundo ano, o contato com personagens alimenta a fantasia e traz novos ganhos. “A criança vivencia papéis – de mãe, pai, vilão –, e isso a ajuda a compreender o mundo e as emoções”, diz a pedagoga Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

Se o hábito de ler para o bebê já traz tantos benefícios, imagine só se você incrementar esses momentos com as técnicas usadas pelos contadores de histórias para encantar a plateia mirim… Será sucesso dobrado! Confira, a seguir, os segredos desses profissionais.

Começa, começa, começa…
Da preparação do ambiente à sonoplastia, o desafio é despertar a imaginação do seu filho levando-o a mergulhar na fantasia. “Mas lembre-se de que a criança tem o tempo dela. Pode acontecer de se desligar da história e focar em outra bricadeira antes que você passe do meio do livro. Não precisa forçar”, diz Alessandra Roscoe, escritora e contadora de histórias, de Brasília.

Prepare o ambiente
Escolha sempre o mesmo cantinho e “marque o território” com um tapete ou algumas almofadas. Se o pequeno já engatinha ou anda, dificilmente vai parar quieto, mas entenderá pela ambientação que é hora da história.

Iluminação de acordo com a ocasião
Diminuir a luminosidade é uma pedida se a história anteceder o soninho. “Ler nesse momento ajuda a fazer uma transição suave entre o ninar nos braços da mãe e o aprendizado para dormir sozinho, especialmente com bebês acima de 1 ano”, acredita a psicóloga Sandra Bittar, de São Paulo. Durante o dia, a iluminação pode ser natural – a menos que a história peça um “escurinho” para criar clima, como a aventura de João e Maria floresta adentro, rumo à casa da bruxa malvada.

Dê vida aos personagens
Fantoches, dedoches, bonecos e bichos de pelúcia fazem o papel dos personagens. “Na falta deles, use a criatividade. Vale enrolar um guardanapo numa caneta para viver a Chapeuzinho Vermelho ou usar uma batata, uma cenoura ou uma maçã e improvisar um gato, um coelho ou um cachorrinho, ensinando o filho a inventar novos jeitos de brincar”, sugere Ana Luísa Lacombe, atriz do grupo Faz de Conta, em São Paulo.

Grave ou agudo
Criar vozes diferentes, com timbre grave ou agudo, para cada personagem valoriza a história. Mas não é obrigatório se for muito trabalhoso ou se você se perder no meio do caminho. “Quanto mais espontâneo, melhor”, garante Ana Luísa. “Também esqueça os diminutivos e a linguagem tatibitate. Fale pausadamente e com boa dicção – os pequenos estão aprendendo as palavras”, sugere Alessandra.

Toc, toc, toc. Tem alguém aí?
A sonoplastia faz toda a diferença. Abuse desse recurso para criar os sons da narrativa. Vale bater no móvel para imitar alguém na porta ou estalar a língua para fazer o galope do cavalo. Em pouco tempo, o bebê que já en saia algumas palavras vai repetir a brincadeira.

Tempo para apreciar
Procure memorizar a história e deixe as ilustrações voltadas para seu filho. Assim, ele terá tempo para apreciá-las. Apontar o desenho e nomear os objetos – “Olha, o balão vermelho!” – amplia o vocabulário e a percepção do mundo pelo bebê.

Música para relaxar
Uma canção no meio da história é um mecanismo de escape. A música permite elaborar o conteúdo mais facilmente. Invente uma melodia para as palavras, principalmente nos contos de repetição (quando um bordão se repete) e nas histórias cumulativas. Por exemplo: vovô chamou a vovó, que chamou o netinho, que chamou… Batucar na mesa ou usar chocalhos, pandeiros e outros instrumentos (podem ser de brinquedo) também é válido.

Crie sua versão
Mamãe conta a história dos Três Porquinhos de um jeito. Papai de outro. Não tem problema. “Cada um vai imprimir sua memória afetiva ao conto e trazer à tona diferentes emoções e experiências. Isso só enriquece o repertório da criança”, diz Ana Luísa.

E tudo de novo
Conte a mesma história por alguns dias. Aos poucos, o bebê será capaz de antecipar alguns trechos e sentirá satisfação ao saber o que vai acontecer. “Esse controle sobre o enredo traz segurança em relação ao desconhecido”, explica Beatriz.

E iPad, vale?
Sim, desde que seja um recurso a mais para contar histórias (e não um substituto dos livros). Também é preciso selecionar bem o conteúdo. Há muitos aplicativos direcionados a bebês. “Precisa ficar de olho na hora de escolher. Outro desafio é usar essa ferramenta de forma positiva”, alerta a psicopedagoga Flávia Queiroz Hoexter, coordenadora da escola Red Baloon Bilíngue, em São Paulo.

É verdade que a tecnologia facilita o trabalho, porque tem narração, animação, música, mas não dispensa sua interação com o bebê. Significa que é preciso ver junto e despertar a atenção do seu filho para as imagens e as canções, por exemplo. Também vale lembrar que a Academia Americana de Pediatria recomenda que os tablets só entrem em cena a partir do segundo ano de vida.

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Fonte: claudia.abril.com.br
Fotos:  thereadingwomb e Mdemulher

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