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Entrevista Bella Luna Fotografia

Entrevista Bella Luna Fotografia

A fotografia de recém-nascidos, bebês e crianças não é tão fácil de se fazer quanto parece, e a Bella Luna Fotografia entende muito disso. Liana, a fotógrafa responsável pelas fotos lindíssimas e fofas da Bella Luna concedeu uma entrevista para O Sapo e a Princesa e contou um pouco mais sobre os desafios das fotografias no mundo materno e paterno. Dá uma olhadinha na Entrevista Bella Luna Fotografia logo abaixo.

OSEAP: Como você começou o seu trabalho como fotógrafa de partos? Você teve alguma motivação específica?

Liana: Antes de fotografar os partos, eu comecei a me especializar como fotógrafa de família, o que significa fotografar a mamãe gestante e seu recém-nascido, o acompanhamento do bebê até o seu primeiro ano, as festas de aniversário infantis, enfim, tudo o que se relaciona com esses momentos.

Já o parto, por ser um momento muito íntimo, nem todo mundo quer um fotógrafo desconhecido pra dividir aquele momento e como eu gosto muito de conversar, as minhas clientes tornaram-se minhas amigas. Foi assim que de fotógrafa de família, eu acabei me tornando a fotógrafa da família. Muitas das gestantes pediam para que eu realizasse a cobertura do parto porque eu crio este vínculo de amizade com elas.

Além disso, eu amo fotografar nascimentos, pois é um momento de extrema emoção, um verdadeiro milagre. Presenciar e registrar o momento em que aquele ser tão indefeso chega do lado de cá do mundo, não tem preço. Registrar o primeiro contato com o ambiente extrauterino, o primeiro choro, o primeiro toque em sua mãe, o primeiro carinho do pai, a primeira mamada… É tão incrível e único que me emociono e vou às lágrimas a cada parto que registro.

Infelizmente existem algumas maternidades que querem garantir o monopólio da fotografia de parto e acabam cobrando taxas exorbitantes para fotógrafos particulares e isso pode inviabilizar o meu trabalho. Se não existissem essas dificuldades, certamente fotografaria muito mais partos do que fotografo hoje em dia. Sem dúvida é um dos trabalhos que mais gosto de fazer, pela emoção que me proporciona e por ser tão gratificante.

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OSEAP: Qual é a sensação de estar próxima a mãe e o pai durante o trabalho de parto?

Liana: É engraçado, porque me torno quase uma comediante que fica contando casos engraçados para tentar aliviar um pouco a tensão no ambiente: como a mãe experiente, que tenta explicar o que vai acontecer a seguir; como a “enfermeira”, que fica explicando quais os procedimentos que vão acontecer; e claro, como a amiga, que tá lá juntinho curtindo aquele momento único. Eu adoro estar junto com os pais neste momento e o momento do parto só nos aproxima ainda mais.

E eu também fico muito empolgada com os preparativos, quero ver as lembrancinhas, as roupinhas que estão separadas e numeradas… já vou pendurando o enfeite da porta da maternidade. É uma festa!

Depois, no centro cirúrgico, fico mais próxima do pai e é neste momento que ele mostra seu lado mais frágil. É ali, na ante-sala de parto, que eles se abrem para mim e contam como estão se sentindo. Claro que eu começo a falar de futebol ou de alguma coisa parecida para aliviar o estresse (risos). Registro todos esses momentos buscando a emoção, a ansiedade, a tensão, a preocupação do pai.

Já na sala de parto tudo acontece muito rápido, então eu fico mais focada no registro do nascimento, do primeiro contato, das expressões dos pais, do bebê e por aí vai. Depois do parto continuo com o pai e com o bebê e aí é só festa, só alegria. Me sinto absolutamente feliz e grata por estar dividindo aquela felicidade com a família.

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OSEAP: Você passou por alguma experiência que te marcou mais do que as outras?

Liana: Sim. Realizei a cobertura do parto de uma gestante que considero uma amiga querida. Ela enfrentou muitas dificuldades para ter seu bebezinho e após muita superação, ele veio ao mundo.

Era o dia do aniversário da mamãe P. No centro cirúrgico as enfermeiras se reuniram e cantaram parabéns para P. O anjo G. nasceu no dia do aniversário de sua mãe, alguns minutos antes da meia-noite. A torcida era grande na sala de parto. Deu tudo certo e foi uma emoção indescritível. O melhor presente de aniversário que uma mãe pode ganhar.

OSEAP: Como fotógrafa, quais são os principais desafios que você enfrenta nesse tipo de ensaio?

Liana: A primeira questão é a do monopólio da fotografia nas maternidades e as barreiras que eles impões para que possamos trabalhar. Com relação a fotografia em si, o maior desafio é estar sempre atendo para não perder detalhes importantes.

Na sala de parto tudo acontece muito rápido. Em cerca de 20 minutos o bebê nasce e daquele momento em diante uma sequência de procedimentos são adotados pela equipe médica. Tudo acontece muito rapidamente e se o fotógrafo não estiver atento ele pode perder um registro fundamental.

Além do mais temos que ter cuidado para não tocar em nada na sala de parto. A atenção é constante para não perder o momento exato em que o bebê chega ao mundo, o registro da hora do nascimento no relógio, as primeiras expressões do bebê, o primeiro toque na mãe, o primeiro carinho do pai, o corte do cordão umbilical.

Tudo o que acontece na sala de parto é importante e tem que ser registrado. Qualquer distração pode fazer com que o fotógrafo perca um momento importante. Imaginem só perder o momento em que o pai corta o corão com suas próprias mãos?! Sem chance!

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OSEAP: Qual é a reação dos pais depois de receberem os ensaios?

Liana: Na maioria das vezes eles ficam muito felizes e agradecem, elogiam, saem a postar nas redes sociais. Ficam realmente agradecidos. Me indicam muito. Fazem novos pedidos de orçamentos. Um ensaio puxa o outro! A fotografia de gestante puxa a cobertura de parto, que puxa o newborn, que puxa o acompanhamento e por aí vai. Minha maior clientela vem do boca a boca.

Em um ou outro caso já aconteceu de o cliente sentir falta de uma ou outra foto e me solicitar. Sou eu quem escolho as fotos que vou enviar para meu cliente e muitas vezes a foto boa para mim, não é necessariamente aquela que ele queria. Se uma determinada foto não ficou boa por questões técnicas ou estéticas eu não a envio. Meus clientes merecem o melhor de mim.

OSEAP: Em relação aos seus outros trabalhos fotográficos, qual você diria que é o mais desafiador?

Liana: Sem a menor sombra de dúvida a fotografia newborn. Existe todo um universo em torno da fotografia newborn que deve ser muito bem dominado por quem fotografa nesta modalidade. O fotógrafo precisa conhecer as necessidades do recém-nascido, os cuidados indispensáveis, a anatomia do recém-nascido e sua fisiologia; como posicionar adequadamente o bebê e por aí vai. E cada bebê é um bebê diferente. Não existe receita de bolo.

O fotógrafo tem que saber fotografar, conhecer o recém-nascido, conhecer a fotografia newborn e ainda vai passar por uma série de dificuldades em cada ensaio. Tem que estar preparado psicologicamente também. Tem que amar o que faz, ter paciência e respeito pelo bebê.

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OSEAP: Qual dica você daria para as mamães que adoram registrar os momentos dos filhos?

Nunca digam: “sorria!”. As crianças em geral são muito melhor fotografadas ao natural. Para fotografar a criança genuinamente, o ideal é deixá-la brincar, se divertir, ser ela mesma e, enquanto tudo isso acontece, você clica. Só assim o sorriso, a expressão no olhar, as caras e bocas serão verdadeiras e autênticas.

Sobre a fotógrafa

A fotografia está na minha vida há muitos anos como um hobby. Um dia percebi que a paixão pela fotografia era, na realidade, amor, então eu resolvi aprender para valer. Comecei a estudar fotografia no Ateliê da Imagem e fiz diversos cursos básicos de fotografia, de iluminação e tratamento de imagem. Participei de diversos workshops nas áreas de fotografia infantil, newborn e gestante.

Me especializei em fotografia de família e dirigi meus estudos para esta área da fotografia. Há mais ou menos um ano escrevo artigos fotográficos na área de família para o site Fotografia-DG e realizo cobertura de Congressos como o Newborn Photo Conference e o Estúdio Brasil para este site.

Há mais ou menos seis meses me tornei membro associada da Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos – ABFRN, uma associação que preza principalmente pela segurança e bem-estar do recém-nascido e que somente aceita como membro fotógrafos com experiência comprovada. Hoje estou abrindo meu primeiro estúdio que será preparado especialmente para receber recém-nascidos e bebês. Estou escrevendo um e-book de fotografia infantil que será lançado pelo site Fotografia-DG muito em breve. Cada dia que passa tenho mais e mais certeza que a fotografia de família é o meu grande amor.

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Para conhecer mais o trabalho e entrar em contato com a Liana, clique aqui.

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